PAI DE SECRETÁRIA DA PREFEITURA
A morte da jovem Leticia Fernanda Pio Moreira, de 25 anos, atingida pela caçamba de um caminhão na Região Metropolitana de Curitiba, ganhou um novo capítulo. Dias após o acidente brutal, a perícia revelou um detalhe importante para a investigação: conforme a defesa da família, a tampa da caçamba do caminhão estava presa com um barbante.
O veículo, pertencente a uma empresa terceirizada que presta serviços para a prefeitura de São José dos Pinhais, foi apreendido pela delegacia da cidade e passou por análise técnica. A principal irregularidade encontrada foi justamente na estrutura traseira, a caçamba estava improvisada de forma precária.
Letícia não resistiu morreu no hospital um dia depois, na sexta-feira (13), após horas de luta pela vida.
DO IMPACTO À TRAGÉDIA - O acidente aconteceu na Avenida dos Bosques, quando Letícia caminhava pela calçada com o marido e o bebê. Segundo o motorista, a tampa da caçamba se soltou ao passar por uma lombada e atingiu violentamente a nuca da jovem.
Letícia sofreu parada cardiorrespiratória, foi reanimada por socorristas e levada de helicóptero ao Hospital do Trabalhador, em Curitiba, com traumatismo craniano grave, com apoio do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA). Ela não resistiu.
PERÍCIA NO CAMINHÃO - A investigação agora entra na reta final. Segundo o advogado da família, a conclusão técnica deve reforçar o que já parecia inacreditável.
“Não temos dúvida alguma que será comprovado que a tampa estava amarrada simplesmente com barbante. A perícia simplesmente vai colocar uma pedra em cima dessa alegação, que a tampa estava amarrada com barbante e não deveria estar daquela forma e foi o que matou a Letícia” - disse Rafael Nascimento, advogado da família.
Até hoje, segundo o advogado, a empresa não mandou um e-mail, uma mensagem SMS, um WhatsApp, uma ligação efetiva.
“Até hoje a família simplesmente está pela bondade dos demais familiares e a sorte e a proteção de Deus, porque quem causou esse dano absurdo simplesmente está dormindo, mas nós vamos cutucar, com certeza”.
O marido da vítima, Rodrigo Ferreira, diz que a tragédia não foi acaso e cobra responsabilização.
“Foi uma imprudência, eu não digo fatalidade, porque fatalidade é algo que foge do nosso controle. Se tivesse sido tomado todas as questões de segurança dentro da empresa, tanto na manutenção, isso não teria acontecido” - desabafou Rodrigo Ferreira, marido de Letícia.
Ainda conforme o homem, um número desconhecido chegou a ligar, mas a pessoa não se identificou e também não retornou. “Ele falou que ele representava a empresa. Aí eu perguntei qual era o nome, se ele era advogado, se ele era da administração, alguma coisa assim. E ele não se identificou, então eu só passei o número do advogado para que ele entrasse em contato e não entrou”.
A dor agora convive com a ausência e com a tentativa de evitar que outra família passe pelo mesmo.
“Que não aconteça com outras pessoas se a gente tomar as decisões que a gente está tomando, porque eu não vou conseguir ter de volta. A minha filha vai ter que ir para a escola até se formar sem nunca ter a mãe lá no dia das mães para fazer a apresentação. E isso não tem como se pagar. Infelizmente é uma coisa que a gente vai ter que aprender a conviver. Mas eu espero que outra família não passe por isso” - comentou o marido. (Banda B).
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“VOU MATAR TODO MUNDO”
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