NOTA DE FALECIMENTO
A segunda balsa prevista para operar na travessia do Rio Piquiri não iniciou as atividades nesta sexta-feira (20). A data constava em nota que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) enviou no último dia 12.
A nota informa que “em relação à segunda embarcação, o Dnit esclarece que a mobilização ainda não foi possível devido às condições do nível do rio. A previsão é que a segunda balsa seja posicionada até o dia 20 de fevereiro, condicionada à variação hidrológica”.
A balsa é uma das opções para quem precisa se deslocar pela BR-272, entre os municípios de Francisco Alves e Terra Roxa. A outra opção é um desvio passando pelo município de Palotina, através das rodovias PR-182 e PR-364, que aumenta o percurso em cerca de 40 quilômetros.
A BR-272 é a principal rota para chegar a Guaíra e ao Salto del Guairá, no Paraguai. Os condutores que passam pelo local enfrentam dificuldades desde o dia 6 de novembro de 2025, quando o Dnit interditou totalmente a ponte sobre o Rio Piquiri, localizada no km 541,79 da BR-272. De acordo com o órgão, a medida foi necessária após o aparecimento de trincas nos pilares da estrutura, o que comprometeu a segurança da travessia.
Segundo apuração feita nesta sexta-feira, a embarcação não está posicionada na área de travessia. Em contato com um dos responsáveis pelas embarcações, a informação é de que ainda não houve a vistoria necessária para autorizar o início da operação.
Na última semana também esteve no ponto da travessia e conversou com os operadores da balsa. O relato é de que o funcionamento da embarcação depende também da variação hidrológica do Rio Piquiri. Atualmente, o nível da água está abaixo do normal, o que dificulta a atracação.
Operação da primeira balsa
Após a interdiação da ponte, a única alternativa para os motoristas era o desvio passando por Palotina. Posteriormente, o Dnit disponibilizou uma balsa gratuita para a travessia. O serviço começou a operar em 8 de janeiro e passou a atender motoristas que seguem em direção a Guaíra e ao Paraguai.
O departamento informou, na ocasião, que uma segunda embarcação reforçaria o atendimento no fim de janeiro, mas o Dnit adiou para 6 de fevereiro. A nova previsão de início da operação era esta sexta-feira, dia 20, o que novamente não se confirmou.
Nível baixo interfere na operação
A reportagem apurou na última semana que a segunda embarcação já estava em Guaíra. No entanto, o nível baixo da água do Rio Piquiri interferia no início imediato das atividades.
Como as balsas atracam em barrancos nas margens, a baixa profundidade aumenta o desnível para embarque e desembarque. Por isso, a operação exige ajustes técnicos. Para minimizar o problema, a balsa atual transporta menos veículos por viagem. Assim, a plataforma permanece mais elevada, o que facilita o acesso.
Por volta das 12h desta sexta-feira esteve no local da travessia e acompanhou um movimento mais tranquilo. Praticamente não havia fila e o embarque acontecia tranquilamente. Porém, existe uma grande variação de espera, dependendo do horário. Em horário de pico, por exemplo, a espera pode variar de uma hora a uma hora e meia, conforme o fluxo.
A reportagem entrou em contato com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes para esclarecer os motivos do novo adiamento da operação da segunda balsa no Rio Piquiri. No entanto, até o fechamento desta matéria, o órgão não havia encaminhado resposta aos questionamentos feitos pela equipe.
Uma boa notícia é que as obras de reestruturação da ponte sobre o Rio Piquiri tiveram início há alguns dias. A reforma custará R$ 12,4 milhões e deve ser concluída até setembro, segundo o Dnit. (Fonte: O Bemdito)
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