segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
NASCEU COM MÁ FORMAÇÃO

Estudante da região de Goioerê ganha prótese de mão com tema de “unicórnio”

22/02/2026
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Maria Vitória Miranda, de 10 anos, aluna do 5º ano da Escola Municipal Barzotto, em Mamborê, na região Centro-Oeste do Paraná, acaba de ganhar uma prótese de mão com tema de ‘unicórnio’. 


A menina nasceu com uma má formação em um dos braços e foi, com a escola, visitar a Carreta da Inovação do Governo do Estado e conhecer o funcionamento de uma impressora 3D. O resultado? Ganhou uma prótese construída com a mesma tecnologia. 


A Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (SEIA) em parceria com a Secretaria de Inovação de Mamborê iniciaram o processo de desenvolvimento da prótese personalizada, utilizando a modelagem e impressão em 3D, com as cores escolhidas pela própria Maria Vitória, para que o acessório refletisse eu gosto e personalidade. 


Ela já fez os primeiros testes. “Estava ansiosa para usar logo e conseguir pegar as coisas”.


COMO FOI FEITA - A prótese foi desenvolvida durante meses pelo diretor de Inteligência Artificial da SEIA, José Eduardo Padilha. 


“O trabalho começou com o envio de imagens e medidas dos braços da estudante, incluindo registros fotográficos com as dimensões do membro com má-formação e do outro braço, para servir como referência em espelhamento. Em seguida, foi feito um escaneamento 3D para garantir maior precisão nas proporções”.


O processo de impressão leva cerca de 24 horas. O custo de produção do material é estimado entre R$ 30 e R$ 35, utilizando aproximadamente um terço de um carretel de filamento.


A prótese é composta por duas estruturas principais: partes rígidas, responsáveis pela sustentação e acabamento externo, e partes flexíveis, que formam a palma da mão e as articulações dos dedos.

 


Após a impressão, inicia-se a etapa de montagem, considerada a mais complexa, com duração média de uma semana. As peças são inicialmente impressas de forma plana e depois moldadas com calor para se ajustarem ao formato do braço. Em seguida, passam por testes de funcionamento.


De acordo com Padilha, um dos principais desafios foi adaptar a prótese às dimensões do braço da estudante, que é mais fino, exigindo ajustes específicos de modelagem, ergonomia e tensionamento para facilitar o fechamento da mão.


“Esta primeira versão será entregue para uso inicial e passará por novos ajustes conforme a adaptação da aluna, especialmente em relação ao conforto e à funcionalidade”, finaliza.


A entrega foi nesta quinta-feira (19) pelo secretário estadual da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani. (Banda B).