domingo, 29 de março de 2026
NÃO FOI ACIDENTE

REVIRAVOLTA: Mulher é presa por matar marido por causa de wi-fi na região de Goioerê

27/03/2026
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O que inicialmente foi tratado como um acidente doméstico ganhou contornos de crime grave após a conclusão das investigações da Polícia Civil. A morte de Valdir Schumann, de 44 anos, ocorrida no interior de Cafelândia, passou de disparo acidental para homicídio qualificado, culminando na prisão preventiva da própria esposa da vítima.

Na última sexta-feira (13), a versão apresentada indicava que o homem teria sido atingido acidentalmente por um disparo de arma de fogo enquanto realizava a limpeza de uma espingarda calibre .22 dentro de casa. No entanto, a narrativa começou a ruir diante de inconsistências identificadas ao longo da apuração.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Dr. Lucas Santana de Freitas, da Polícia Civil de Nova Aurora, a investigação revelou contradições relevantes no depoimento da esposa, Jaqueline Francisca dos Santos Schumann. Um dos pontos que levantou suspeita foi o fato de a vítima ser destra e ter sido atingida no braço esquerdo, com o disparo atravessando o bíceps e alcançando o tórax, causando três perfurações letais.

Além disso, o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontou que o tiro não foi efetuado a curta distância, o que praticamente descartou a possibilidade de um disparo acidental provocado pela própria vítima.

As investigações também indicaram que a cena do crime teria sido alterada. Conforme apurado, a mulher teria efetuado o disparo e, em seguida, posicionado a arma sobre a cama, numa tentativa de simular um acidente.

Outro elemento que chamou atenção foi a motivação do crime, considerada banal diante da gravidade do desfecho. Segundo a Polícia Civil, a discussão entre o casal teria começado por causa do funcionamento da internet na residência. A vítima teria pedido à esposa que resolvesse o problema, mas ela se recusou, dando início a um desentendimento que terminou com o disparo fatal. Há ainda indícios de que a autora tentou efetuar um segundo tiro, que não ocorreu devido a uma falha na arma.

Diante das evidências reunidas, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva da suspeita, que foi prontamente decretada pela Justiça. Jaqueline foi detida e permanece à disposição do Judiciário.

O caso, que começou com aparência de tragédia doméstica, agora é tratado como homicídio qualificado, evidenciando uma reviravolta que chocou a comunidade local.