quarta-feira, 22 de abril de 2026
TOMA MEDICAMENTOS CONTROLADOS

Defesa alega transtorno psiquiátrico e pede cautela em caso da morte de goioerense em empresa de Umuarama

21/04/2026
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A defesa de Gabriel Belo Pensin, 28, morador de Mariluz, preso pela morte do goioerense de origem venezuelana Jahan Carlos Rojas Corrochotei, 29, em uma indústria de Umuarama, se manifestou publicamente por meio de nota na segunda-feira (20). O advogado Juarez dos Santos Junior destacou que ainda não teve acesso completo aos autos do processo e afirmou que qualquer conclusão neste momento é prematura.


Na nota, a defesa ressalta que o investigado possui diagnóstico de transtornos psiquiátricos e faz uso de medicação controlada, o que, segundo o advogado, pode ter influenciado diretamente no comportamento no momento dos fatos. Ainda conforme o documento, Gabriel apresentava abalo emocional e confusão no momento da prisão, o que teria dificultado a coleta de informações iniciais.


O advogado também informou que já solicitou ao Judiciário medidas para garantir a integridade física e mental do investigado, além de reforçar o compromisso com o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa. A defesa ainda pede que o caso seja tratado com cautela, respeitando o princípio da presunção de inocência e evitando julgamentos antecipados.


O crime ocorreu na noite da última sexta-feira (17), por volta das 19h15, em uma indústria alimentícia localizada no Parque Industrial II. De acordo com a Polícia Civil do Paraná, por meio da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama, Gabriel Belo Pensin, de 29 anos, desferiu golpes de faca contra o colega de trabalho, Jahan Carlos Rojas Corrochotei, de 28 anos, de nacionalidade venezuelana.


Ainda segundo a PCPR, o autor foi contido por outros funcionários até a chegada da Polícia Militar, que realizou a prisão em flagrante e apreendeu a faca utilizada no crime. Em depoimento preliminar, ele relatou que a motivação teria sido supostas provocações por parte da vítima (bullying), o que, somado ao transtorno bipolar, teria desencadeado uma reação impulsiva.


O inquérito segue em andamento, com a oitiva de testemunhas e outras diligências. Até o momento, o investigado ainda não passou por audiência de custódia. (Com Tatu na TV).