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Após uma sequência de crimes com extrema crueldade, Marcelo Campos de Jesus, de 37 anos, foi preso pela Polícia Civil e abriu investigação sobre uma série de homicídios cometidos contra pessoas em situação de rua na Bahia, entre novembro de 2025 e o mês passado.
O homem é apontado como autor de ao menos seis assassinatos no período, além do crime que motivou sua detenção na Grande Vitória, capital do Espírito Santo.
"Marcelo agia como uma espécie de exterminador de moradores de rua", disse o delegado Rodrigo Sandi Mori.
De acordo com a Polícia Civil, o caso mais recente ocorreu em 27 de abril, no bairro Planalto Serrano, na Serra (ES). A vítima, Vanilson Pereira, de 50 anos, foi atacada enquanto dormia na calçada. Ele foi atingido na cabeça com uma placa de concreto. Chegou a ser socorrido, permanecendo internado por alguns dias, mas morreu na noite de terça-feira (5).
Imagens de câmera de segurança registraram a ação. Segundo a investigação, Marcelo observa o local antes do ataque e aguarda um momento em que não há movimentação de testemunhas. Em seguida, retira um bloco de concreto de um bueiro próximo e atinge a vítima.
“O Marcelo, a todo instante, olha ao seu redor para verificar se não tinha alguma pessoa passando que pudesse ver a sua ação. Ao ver que estava sozinho com a vítima vulnerável, impossibilitada de qualquer defesa, ele retira esse bloco de concreto do chão e arremessa violentamente contra a cabeça de Vanilson”, afirmou o delegado-adjunto Pedro Henrique, que também participou da investigação.
Após a agressão, Marcelo revistou a vítima e levou uma carteira com R$ 12. Em seguida, deixou o local caminhando normalmente. “como se nada tivesse acontecido”, disse o delegado.
A investigação também aponta que, antes de sair, ele recolocou o bloco de concreto no bueiro para tentar dificultar a identificação da dinâmica do crime. “É importante também mencionar que, antes de retirar essa carteira, para deixar uma cena de crime bem limpa, ele pega o bloco de concreto utilizado para arremessar na cabeça de Vanilson e o reposiciona no bueiro, para evitar qualquer suspeita das pessoas que pudessem passar por ali”, completou o delegado.
No interrogatório, o criminoso afirmou ter usado o dinheiro roubado para comprar bala e chips de celular. Para a Polícia Civil, o relato reforça o desprezo pelas vítimas. “O que mostra total desprezo pela vida alheia”, afirmou o adjunto da Delegacia de Homicídios da Serra.
Com a prisão, os investigadores passaram a relacionar Marcelo a outros homicídios registrados na Bahia, onde ele já era procurado. A maioria das vítimas identificadas é formada por pessoas em situação de rua.
Entre os casos apurados estão mortes ocorridas em novembro de 2025, com vítimas encontradas com ferimentos na cabeça em áreas de vegetação ou após agressões físicas; um duplo homicídio registrado em fevereiro de 2026, quando dois homens foram achados com lesões provocadas por objeto contundente; além de outros episódios em abril de 2026, incluindo vítimas não identificadas localizadas em borracharia e em abrigo de ponto de ônibus às margens de rodovia. (Jornal do Povo Marília).
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