MULHER DISSE QUE FEZ “TESTE” - ENTENDA
Um adolescente de 17 anos, morador de Goioerê, utilizou o cartão de crédito do próprio pai para realizar gastos que somaram R$ 2.050,00 em apostas no chamado “Jogo do Tigrinho”, plataforma que simula uma espécie de caça-níquel virtual.
Segundo relato obtido pela reportagem, os valores não foram gastos de uma única vez. As transações teriam ocorrido de forma gradual, sem chamar atenção imediata. O pai só descobriu o prejuízo ao receber a fatura do cartão e identificar cobranças que não reconhecia.
Ao confrontar o filho, descobriu que os lançamentos estavam relacionados às apostas feitas pela internet.
Casos envolvendo o chamado “Jogo do Tigrinho” já provocaram conflitos familiares em Goioerê. Em uma ocorrência que ganhou repercussão anteriormente, duas irmãs se envolveram em uma discussão depois que uma delas utilizou R$ 250 destinado ao pagamento de contas para apostar e perder o dinheiro na plataforma.
Outro episódio registrado na cidade envolveu um casal: segundo relato divulgado à época, um homem chegou a vender o celular da própria esposa para conseguir dinheiro para consumo de bebidas e apostas online, o que terminou em desentendimento familiar.
Especialistas e autoridades têm alertado para o potencial de compulsão associado a plataformas de apostas digitais e ao risco de perdas financeiras rápidas, principalmente quando o acesso acontece sem controle ou supervisão familiar.
No caso mais recente, apesar do prejuízo financeiro, não houve registro policial relacionado ao episódio. Ainda assim, a situação serviu como alerta para a família sobre o acesso de adolescentes a meios de pagamento e plataformas de apostas online.
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