EM TENTATIVA DE ULTRAPASSAGEM
Francisca Erivanda da Silva Alcântara foi presa em flagrante no final de semana após matar o companheiro a facadas, em Ipu, no interior do Ceará. Ela já era acusada de matar o marido em 2021.
Em audiência de custódia realizada neste sábado (11), o Plantão do 5º Núcleo Regional da Justiça Estadual converteu a prisão em flagrante de Francisca em preventiva.
Conforme a decisão judicial, o corpo de Francisco José Rodrigues da Silva foi encontrado com sinais de violência, na zona rural de Ipu, na manhã de ontem, dentro da residência do casal.
Policiais civis realizaram buscas por Francisca e a encontraram poucas horas após o crime, em frente a uma agência bancária no centro urbano de Ipu, na posse de uma mochila.
O juiz do plantão judiciário considerou depoimentos de testemunhas que “indicam o registro de discussão entre o casal durante a madrugada, no depoimento dos policiais que efetuaram a captura e na própria admissão da autuada de que estava a sós com a vítima no local da infração, confrontada com os elementos periciais de que os cabelos arrecadados ao solo da sala pertenciam a ela”.
MATOU O OUTRO - Na decisão da audiência de custódia, o magistrado também ressalta que Francisca figura como ré em outra ação penal por homicídio, ocorrido em 2021, “utilizando idêntico modus operandi (golpes de arma branca), contra seu marido da época, William Pereira do Nascimento”.
Ela foi presa em flagrante no dia 29 de agosto daquele ano pelo homicídio. Porém, dois dias depois, o juiz decidiu soltá-la, com aplicação das seguintes medidas cautelares: comparecimento a todos os atos processuais; proibição de ausentar-se da Comarca; e proibição de mudar de endereço sem prévia comunicação à Justiça.
A criminosa ainda tem passagens pela polícia por lesão corporal no âmbito de violência doméstica, desacato e resistência.
“Soma-se a isso o fato determinante de que, no âmbito do processo criminal de 2021, a ré encontrava-se formalmente na condição de foragida, pois mudou de endereço sem comunicar o Juízo processante, inviabilizando sua citação pessoal e forçando o Ministério Público a pugnar por sua citação editalícia e decretação de custódia cautelar naqueles autos principais”, considerou o magistrado da audiência de custódia deste sábado. (Jornal do Povo Marília).
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