quinta-feira, 23 de julho de 2026
“NÃO TEM PARTICIPAÇÃO”

Advogados rebatem associação de Abdul “Turco” em atentado em Campo Mourão

22/07/2026
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Os advogados Pedro Henrique Ribeiro e Fernando Campos Beraldo se manifestaram, em entrevista ao jornal Tribuna do Interior, negando qualquer possibilidade de participação de seu cliente Abdul Karim Sate, conhecido como “Turco” no atentado registrado na noite de 17 de julho, em Campo Mourão, que deixou dois mortos e três feridos graves.

Segundo a defesa, embora o nome do cliente tenha passado a ser relacionado ao caso por alguns veículos de comunicação (de fora da cidade), em nenhum momento a Polícia Civil o apontou como suspeito, investigado ou mandante do crime.

Abdul cumpre pena em um presídio federal de segurança máxima, em Curitiba, após condenações em processos criminais relacionados a organização criminosa e outros delitos graves. As condenações são públicas e já transitaram pelas instâncias do Judiciário.

Para Pedro Henrique Ribeiro, a associação do nome do cliente ao atentado causou surpresa, principalmente pelo histórico da relação entre Abdul e a ex-esposa, Veridiana Gaya Menin Machado Sate, apontada pela investigação como alvo dos disparos. “Infelizmente, essa fatalidade acabou atingindo a todos da cidade. Nós ficamos muito consternados e muito chocados com a situação. Quando houve a vinculação do nome do Abdul, nós ficamos muito surpresos, porque ele não tem participação nenhuma, não tem vínculo e não teria qualquer interesse em ceifar a vida da Veridiana”, afirmou.

O advogado destacou que Abdul e Veridiana foram casados por vários anos, têm uma filha de 10 anos e, apesar da separação, mantinham uma convivência ‘respeitosa por meio dos familiares’. “O Abdul tem boa relação com familiares dela. Eles estão separados há mais de quatro anos, ele está em um novo relacionamento e não teria motivo algum para um crime dessa natureza”, sustentou.

Ribeiro afirmou não ter dúvidas de que Abdul Karim Sate não possui qualquer ligação com o atentado. Tenho 100% de certeza de que ele não tem participação nenhuma nesse fato. Posso afirmar, sem sombra de dúvidas, que ele não tem vínculo nenhum com esse crime", ressaltou. O defensor também fez questão de destacar que a Polícia Civil de Campo Mourão não vinculou o cliente ao caso. "A Polícia Civil, em momento algum, vinculou o nome do Abdul Pelo contrário, fez um trabalho extraordinário e conseguiu identificar o autor dos disparos em tempo recorde. Por isso causa estranheza essa associação, sendo que nem a investigação nem a imprensa de Campo Mourão fizeram essa vinculação", afirmou.

ATENTADO - O ataque ocorreu na noite da última sexta-feira (17), em uma conveniência localizada na Avenida Guilherme de Paula Xavier, região central de Campo Mourão. Um adolescente chegou ao local, saiu por alguns instantes e retornou usando uma balaclava, efetuando diversos disparos contra as pessoas que estavam no estabelecimento.

Duas pessoas morreram no local: Márcio Bertholdo Geraldo, de 43 anos, e Michael Zachytko Cavalcante, de 38 anos. Outras três pessoas ficaram gravemente feridas, entre elas Veridiana Gaya Menin Machado Sate, de 40 anos, além de um homem de 41 anos e uma jovem de 23 anos.

Com o avanço das investigações, já identificado, um adolescente de 15 anos se apresentou à Policia Civil, acompanhado de uma advogada, confessou a autoria do crime e entregou a arma utilizada. Segundo a investigação. ele afirmou que agju por vingança e indicou Veridiana como alvo do atentado. A Polícia Civil seque apurando o caso. (Tribuna do Interior)