segunda-feira, 27 de julho de 2026
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VÍDEO: Mulher pode ter lesado mais de 35 pessoas e causado prejuízo de R$ 10 milhões em Umuarama

26/07/2026
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A Polícia Civil de Umuarama investiga denúncias envolvendo uma moradora da cidade, que é advogada, após diversas pessoas relatarem terem sofrido prejuízos financeiros em negociações particulares. Segundo as vítimas, mais de 35 pessoas teriam sido lesadas e o prejuízo total ultrapassaria R$ 10 milhões.


De acordo com a Polícia Civil, até o momento foram registrados 14 boletins de ocorrência, que estão sendo apurados por meio de diferentes procedimentos investigativos. As denúncias não têm relação com o exercício da advocacia, mas com negociações financeiras realizadas na esfera particular.


Conforme os relatos das vítimas, os casos envolvem compra de cheques, empréstimos, negociações financeiras e acordos firmados entre pessoas que, em muitos casos, mantinham relação de amizade e confiança com a investigada.


As pessoas ouvidas pela reportagem optaram por não ter suas identidades reveladas por questões de segurança. Uma das vítimas afirmou ter perdido mais de R$ 200 mil e contou que apenas cerca de seis meses depois descobriu que outras pessoas do mesmo grupo de convivência enfrentavam problemas semelhantes.


Segundo os relatos, a dinâmica das negociações seguia um padrão. A investigada prometia devolver valores superiores aos recebidos, alegando que seria uma forma de agradecimento pela confiança depositada nela. Outra vítima afirmou que jamais desconfiou da investigada, destacando que ela levava uma vida de alto padrão e transmitia credibilidade durante as negociações.


No dia 23 de julho, após questionamentos da imprensa no grupo oficial de comunicação da  Segurança Pública de Umuarama e região, a Polícia Civil divulgou duas notas sobre o caso. Na primeira, informou que havia aproximadamente 14 boletins de ocorrência em investigação e que a investigada ainda não havia sido localizada para prestar interrogatório.


Horas depois, a corporação retificou a informação e esclareceu que, em um dos procedimentos investigativos, a mulher já havia sido ouvida. Em depoimento, ela negou ter agido com a intenção de aplicar golpes, afirmou que as negociações financeiras ocorreram de forma consensual e atribuiu o inadimplemento das obrigações a dificuldades financeiras.


Ainda segundo a Polícia Civil, a investigada reconheceu possuir dívidas com algumas pessoas, declarou que busca quitar os débitos gradualmente e negou estar ocultando patrimônio ou ter intenção de deixar o país.


Em nota, a Polícia Civil ressaltou que as declarações representam apenas a versão apresentada pela investigada e que serão confrontadas com os demais elementos de prova produzidos ao longo da investigação. A corporação informou ainda que o inquérito segue em andamento e que, em razão do sigilo, não divulgará outras informações neste momento. (Rede TV Mais).

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