CASO LEMBRA MORTE NA CADEIA DE GOIOERÊ - VEJA
No dia 27 de julho, partes do c0rp0 de uma mulher foram encontradas dentro de duas lixeiras no bairro Parque Estoril, em São José do Rio Preto, interior de São Paulo.
O estado de d£comp0sição dificultava a identificação e, naquele momento, a polícia ainda não sabia quem era a vítima.
A partir dali, começava uma investigação para descobrir não apenas quem era aquela mulher, mas também quem havia deixado o c0rpo naquele local.
As imagens de câmeras de segurança registraram um homem caminhando pela calçada carregando sacos e fazendo o descarte em uma das lixeiras de uma marmitaria.
Com o avanço das investigações, a polícia descobriu que aquele homem era o Marciel Dias dos Santos, de 29 anos, que trabalhava como açougueiro e já havia atuado como auxiliar de cozinha.
No dia 1º de agosto, Marciel foi preso temporariamente e em depoimento, ele confessou ter £squ*rt£jad0 o c0rpo e apresentou sua versão sobre o que teria acontecido antes.
Segundo Marciel, ele teria conhecido uma mulher dias antes em uma praça e depois a levado para sua casa para um suposto encontro.
Já dentro da residência, ele alegou que os dois começaram a discutir e houve troca de 4gressõ3s. Marciel afirmou que, durante a confusão, a mulher teria batido a cabeça e faleceu.
Mas essa é a versão apresentada pelo próprio suspeito. Isso porque a investigação encontrou um detalhe importante: a vítima apresentava cerca de 20 perfurações na região do peito.
Depois da morte, Marciel admitiu ter separado o corpo em partes. Segundo o relato dele, foram necessárias várias viagens entre sua residência e as lixeiras para fazer o descarte dos restos mortais.
A Polícia Científica também realizou buscas na casa do suspeito. Exames apontaram a presença de sangue humano em um colchão, em um chinelo e em uma mochila que, segundo os investigadores, pertencia a Marciel.
A polícia já tinha um suspeito preso e uma confissão dele, mas ainda havia uma pergunta sem resposta: quem era a mulher encontrada nas lixeiras?
No dia 5 de agosto, uma nova descoberta ajudou a investigação. Os antebraços e as mãos da vítima foram encontrados no piscinão do Parque Estoril.
A recuperação das mãos permitiu que a polícia avançasse na tentativa de identificação por meio das impressões digitais.
Enquanto isso, os investigadores cruzavam informações sobre mulheres desaparecidas, analisavam o perfil da possível vítima, os locais que ela frequentava e imagens de câmeras de segurança.
Como o estado de decomposição dificultava o reconhecimento, o Instituto de Criminalística de Rio Preto também utilizou uma técnica diferente. A partir do crânio encontrado, o desenhista técnico-pericial Bruno Robles Paschoal desenvolveu uma reconstrução aproximada do rosto da vítima.
A representação foi comparada com fotografias de uma mulher que estava desaparecida. As características eram compatíveis, mas ainda faltava a confirmação.
Até que as impressões digitais deram a resposta. No dia 18 de agosto, a polícia divulgou oficialmente a identidade da vítima. Era Amanda da Silva, de 30 anos.
Amanda era natural de Jandira, a cerca de 400 quilômetros de São José do Rio Preto, vivia em situação de rua e era mãe de três crianças, de 4, 5 e 7 anos.
Desde o dia 19 de julho, ela não fazia mais contato com a família. O delegado André Amorim, responsável pela investigação na Deic, informou que Marciel também reconheceu Amanda por meio de uma fotografia e confirmou a identidade dela.
A família já havia sido avisada de que existia uma possibilidade considerável de que a mulher encontrada fosse Amanda. Mesmo assim, segundo o delegado, os familiares reagiram com perplexidade quando receberam a confirmação.
Durante a investigação, a polícia também descobriu que Marciel possuía antecedente relacionado à v1ol3ncia doméstica.
Uma ex-companheira havia relatado ter sido 4gred1da por ele. Segundo o registro do caso, Marciel não aceitava que ela trabalhasse, e a mulher chegou a conseguir uma medida protetiva.
Agora, com Amanda oficialmente identificada, a Polícia Civil continua investigando qual teria sido a motivação do crime. Marciel permanece preso temporariamente. (Pri Regia).
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