domingo, 30 de agosto de 2026
FILHO TINHA BEBIDO

Mãe assumiu acidente fatal no lugar filho na região de Goioerê, diz polícia

28/08/2026
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A equipe da Polícia Civil de Nova Aurora investiga um caso que mescla a tragédia do trânsito com uma grave suspeita de fraude processual. O acidente, ocorrido no último dia 8 de agosto de 2026 na estrada rural da linha Novo Iguaçuzinho, resultou na morte do motociclista Marcos de Lima, de 42 anos.

Agora, a principal linha de investigação apura se a mãe do verdadeiro condutor se apresentou falsamente como a motorista do veículo para proteger o filho, que estaria dirigindo sob o efeito de álcool.

Conforme os boletins oficiais, uma camioneta colidiu violentamente contra a traseira da motocicleta conduzida por Marcos. O impacto projetou a vítima, causando ferimentos gravíssimos. Marcos foi socorrido e encaminhado ao Hospital Universitário de Cascavel, onde permaneceu internado em estado crítico por seis dias. Ele não resistiu e faleceu no dia 14 de agosto. Em meio à dor, a família de Marcos autorizou a doação de seus órgãos.A perda gerou forte comoção regional.

Familiares e amigos do motociclista realizaram carreatas e manifestações pacíficas em Nova Aurora cobrando celeridade e rigor na apuração das responsabilidades.

A REVIRAVOLTA: O caso tomou um rumo complexo durante a coleta dos primeiros depoimentos. O delegado responsável pela investigação, Lucas de Freitas (foto), apontou que o depoimento inicial apresentava fortes contradições e inconsistências. A principal suspeita da polícia é de que o real condutor da camioneta — um jovem cujas características divergem do relato inicial — fugiu do local sem prestar socorro por estar visivelmente embriagado.

Para livrá-lo do flagrante e das severas punições da Lei Seca e do homicídio culposo, a mãe do rapaz teria comparecido à cena ou se apresentado posteriormente como a condutora do veículo no momento do impacto.

Oinquérito policial agora corre em duas frentes distintas: Homicídio no trânsito: Com o falecimento da vítima, o real condutor responderá por homicídio culposo ou doloso (se comprovado o dolo eventual pela embriaguez), além da omissão de socorro.

Caso fique comprovada a farsa, a mãe poderá responder criminalmente por fraude processual e falsidade ideológica, crimes previstos no Código Penal brasileiro por tentar induzir a Justiça ao erro. A Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos periciais da pista e do veículo para confrontar as versões e formalizar o indiciamento dos envolvidos.