quinta-feira, 24 de setembro de 2026
MEGAOPERAÇÃO CONTRA FACÇÃO

Operação com 150 policiais mata três e abala crime organizado no interior do Paraná

23/09/2026
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Uma megaoperação conjunta da Polícia Militar e da Polícia Civil terminou com três suspeitos mortos em confrontos e outros quatro presos na manhã desta quarta-feira (23), em Guarapuava e Campina do Simão. A ação, resultado de três meses de investigação, mobilizou 150 policiais para cumprir simultaneamente 23 mandados de busca e apreensão contra grupos investigados por tráfico de drogas, furtos, roubos e posse irregular de armas e munições.


Os confrontos ocorreram em três endereços distintos: nos bairros Morro Alto e Paz e Bem, em Guarapuava, e no município de Campina do Simão. Segundo as corporações, houve uma morte em cada local. As primeiras informações da PM indicaram dois mortos, mas, logo em seguida, foram atualizadas para três. 


Os mortos foram identificados como Sandro Júnior Lima, conhecido como “Xarada”, do Paz e Bem; Daniel dos Santos Freitas, o “Danielzinho”, do Morro Alto; e Lucas Camilo, chamado de “Quadrado”, de Campina do Simão. Eles tinham entre 25 e 30 anos.


As mortes decorreram de intervenções policiais, conforme a versão apresentada pelas forças de segurança. As circunstâncias de cada confronto deverão ser submetidas aos procedimentos de investigação, perícia e controle previstos para ocorrências com resultado fatal.


O trabalho foi coordenado pelo 16º Batalhão da Polícia Militar e pela 14ª Subdivisão Policial de Guarapuava. O objetivo, segundo as instituições, era desarticular grupos que atuavam separadamente, além de localizar pontos utilizados para armazenamento de armas, munições, drogas e materiais de origem ilícita.


As investigações foram conduzidas durante aproximadamente três meses por setores de inteligência da Polícia Civil e da Polícia Militar. As informações reunidas nesse período embasaram os pedidos dos 23 mandados expedidos pelo Poder Judiciário.


Durante entrevista coletiva, o delegado-chefe da 14ª SDP, Alysson Henrique de Souza, afirmou que a investigação identificou suspeitas relacionadas a diferentes modalidades criminosas.


Entre os delitos atribuídos aos alvos estão furtos de fiação elétrica, roubos, comércio de drogas e posse irregular de armas e munições.


Questionado sobre uma eventual ligação dos investigados com facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho, o delegado evitou confirmar a informação. Segundo ele, os elementos relacionados a esse ponto permanecem restritos ao processo judicial.


Alysson de Souza explicou que os grupos investigados não atuavam necessariamente sob uma única estrutura. Conforme a apuração policial, eram núcleos distintos, mas envolvidos em crimes que afetam diretamente a segurança dos moradores de Guarapuava e municípios da região.


CONFRONTOS - O comandante do 16º BPM, tenente-coronel Jakson Busnello, afirmou que os confrontos não foram iniciados pelas equipes policiais. Segundo ele, os agentes são preparados para reagir diante de ameaças armadas.


“A iniciativa do confronto nunca parte da polícia. Nossas equipes são treinadas para a pronta reação”, declarou o comandante durante a coletiva.


Busnello informou ainda que, em uma das ocorrências, um dos suspeitos teria recebido os policiais a tiros. A corporação não havia detalhado, até a última atualização, a dinâmica individual dos outros dois confrontos.


A manhã foi de intensa movimentação na sede da 14ª SDP nesta quarta-feira. Além de uma forte guarnição policial em todos os acessos, no Batel, havia a presença de repórteres, advogados e familiares do presos e mortos. (Paraná Central).