domingo, 11 de outubro de 2026
CIRURGIA ERRADA

Idosa vai operar joelho esquerdo, mas médicos operam o direito no Paraná

09/10/2026
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Uma idosa de 72 anos passou por uma situação preocupante após procurar um hospital para realizar uma cirurgia no joelho esquerdo e acabar sendo operada no joelho direito. O caso aconteceu no dia 30 de setembro, no Hospital Cruz Vermelha do Paraná, em Curitiba, e agora está sendo investigado pela própria instituição e pelo Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR).

A paciente, identificada como Marilda da Silva, de 72 anos, havia realizado exames e avaliações médicas para passar por um procedimento no joelho esquerdo. Entretanto, segundo a família, após a cirurgia, os parentes foram surpreendidos com a informação de que o médico havia operado o lado direito.

De acordo com Sabrina da Silva Guerreiro, filha da paciente, o profissional teria justificado a mudança afirmando que a própria idosa, já sedada, havia solicitado a alteração do joelho que seria operado. Marilda, porém, afirmou não se lembrar de ter feito esse pedido.

A família também questiona a ausência de marcação no joelho esquerdo, que deveria ter recebido o procedimento.

Com a situação, a idosa ficou com os dois joelhos comprometidos. O direito passou pela intervenção cirúrgica, enquanto o esquerdo, que motivou a internação, continuou necessitando de tratamento.

Segundo os familiares, Marilda ficou emocionalmente abalada com o ocorrido, e a família agora busca esclarecimentos sobre o procedimento e garantias de que ela receberá o acompanhamento médico necessário.

O Hospital Cruz Vermelha do Paraná informou que abriu uma investigação interna assim que tomou conhecimento das reclamações. A apuração envolve a análise dos registros médicos e dos procedimentos adotados durante o atendimento.

A instituição também informou que está organizando o acompanhamento da paciente por outro ortopedista de seu corpo clínico, além da avaliação para tratamento fisioterapêutico, conforme a necessidade médica.

O Conselho Regional de Medicina do Paraná também instaurou uma sindicância para investigar o caso. Caso seja comprovada alguma infração ética, os responsáveis poderão sofrer sanções que variam de advertência até a cassação do exercício profissional, dependendo da gravidade dos fatos.

Até o momento, as investigações continuam, e ainda não existe uma conclusão oficial sobre eventuais responsabilidades pelo procedimento realizado.

Fonte: OBemdito