COLISÃO FRONTAL
A descoberta de aproximadamente R$ 15 milhões em seguros de vida colocou Fernando Curti Tavares no centro de uma investigação sobre a morte do próprio marido, Caio Henrique Ventura, de 21 anos. Fernando foi preso na quarta-feira (28), suspeito de provocar a morte do companheiro para receber as indenizações.
Caio foi encontrado morto na madrugada de 1º de outubro, dentro de uma suíte de motel localizada na Avenida Marquês de São Vicente, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo.
Os dois haviam se conhecido por meio de um aplicativo de relacionamento e oficializado o casamento em junho deste ano.
Inicialmente, a morte foi tratada como acidental, mas o resultado dos exames periciais levantou suspeitas. Embora o laudo apontasse afogamento como causa da morte, o corpo de Caio apresentava lesões nas mãos, nos braços e no pescoço. Outro detalhe chamou a atenção dos investigadores: a banheira onde ele foi encontrado tinha menos de 70 centímetros de profundidade.
Em depoimento, Fernando afirmou que havia se afastado para tomar banho e que, ao retornar cerca de 20 minutos depois, encontrou o marido desacordado. No entanto, a polícia constatou que era possível visualizar a hidromassagem a partir da entrada do banheiro, o que colocou parte de sua versão em dúvida.
As suspeitas aumentaram quando os investigadores descobriram a existência de apólices de seguro de vida que somavam aproximadamente R$ 15 milhões. Fernando era o único beneficiário e, em determinadas condições, os contratos previam o pagamento em dobro em caso de morte acidental.
Segundo a investigação, o suspeito teria solicitado o recebimento das indenizações poucas horas após a morte do marido.
A polícia também descobriu que Fernando restaurou o celular para as configurações de fábrica ao saber que o aparelho seria apreendido. Já a mãe de Caio afirmou que desconhecia tanto o casamento do filho quanto a existência dos seguros de vida.
Diante dos indícios, a Polícia Civil passou a investigar o caso como homicídio doloso e solicitou a prisão temporária de Fernando.
O caso segue sob investigação do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que busca esclarecer as circunstâncias da morte e a possível motivação financeira do crime. (Polliana M).
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TIROS, CONTRABANDO E APREENSSÃO
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