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O fazendeiro João Roberto Bolelli, de 62 anos, que era procurado pela polícia pela morte de Priscila Lacerda Custódio, de 24 anos, foi encontrado morto nesta segunda-feira (2), em uma propriedade rural dele, em Rifaina, no interior de São Paulo. Ele tinha a prisão preventiva decretada e era investigado por feminicídio.
O corpo foi encontrado pela manhã pelo genro do fazendeiro, em um morro dentro da propriedade. A Polícia Militar isolou a área para o trabalho da perícia. A causa da morte não havia sido divulgada.
João Roberto era procurado desde a noite de 27 de outubro, quando Priscila foi baleada na cabeça às margens da Rodovia Cândido Portinari (SP-334). Na ocasião, a jovem estava acompanhada do irmão e de uma amiga e havia ido devolver uma caminhonete ao fazendeiro. Os dois presenciaram o crime.
De acordo com as investigações, quatro dias antes de morrer, Priscila contou a uma amiga que havia sido agredida e ameaçada pelo fazendeiro. A testemunha afirmou à Polícia Civil que chegou a ver lesões no corpo da jovem.
Segundo o depoimento, os dois mantinham um relacionamento esporádico havia cerca de três meses. Priscila também teria relatado que João Roberto ameaçou dar um tiro em sua cabeça e contratou pessoas para monitorá-la em Minas Gerais.
O fazendeiro desconfiava que a jovem estivesse envolvida com outro homem e dizia que não permitiria que ela voltasse para Perdizes (MG), cidade natal dela.
Por causa das ameaças, a amiga aconselhou Priscila a não ir sozinha devolver a caminhonete. O irmão também decidiu acompanhá-la.
Na entrada de uma propriedade rural, houve uma discussão envolvendo aparelhos celulares. Segundo o irmão, Priscila disse que queria ir embora e não desejava continuar o relacionamento.
As testemunhas relataram que João Roberto sacou uma arma e atirou contra a jovem, atingindo-a na cabeça. Em seguida, apontou a arma na direção do irmão dela e fugiu.
O delegado Fábio Branquinho afirmou que o crime pode ter sido motivado por desentendimentos relacionados ao fim do relacionamento.
“Eles já tinham um relacionamento amoroso. Parece que já estavam entrando em desacordo com relação ao desfecho desse namoro e por conta disso teria ocorrido o fato em si”, declarou.
João Roberto já havia sido preso em junho de 2018 por descumprir uma medida protetiva concedida a uma ex-companheira. Ele ficou detido por seis dias e foi solto após pagar fiança. (Polliana M).
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