EX ESTÁ FORAGIDO
A morte de uma mulher de 61 anos, moradora de Cafezal do Sul (região de Umuarama), após a realização de dois procedimentos estéticos em uma clínica de Maringá, está sendo investigada pela Polícia Civil.
Rosangela de Oliveira Coiado, que era professora aposentada, a paciente sofreu uma parada cardiorrespiratória durante o atendimento, foi socorrida pelo Samu, encaminhada ao hospital, mas morreu no dia seguinte.
O caso envolve questionamentos da família sobre as circunstâncias em que as cirurgias foram realizadas, o tempo de duração do procedimento e a assistência prestada após a intercorrência. A defesa da clínica, por sua vez, afirma que a paciente recebeu atendimento imediato, que havia uma equipe médica acompanhando a operação e que não ocorreu erro na execução da técnica cirúrgica.
DOIS PROCEDIMENTOS - Rosangela morava em Cafezal do Sul e foi a Maringá no dia 28 de outubro para realizar dois procedimentos: um facelift, também conhecido como lifting facial, cirurgia voltada ao rejuvenescimento do rosto, e uma blefaroplastia, intervenção estética realizada nas pálpebras.
Segundo a advogada da família, Ana Carolina Coiado, o marido acompanhou Rosangela até o estabelecimento, mas foi orientado a aguardar em outro local. A previsão inicial era de que os procedimentos durassem entre quatro e cinco horas.
Como não recebeu notícias da mulher depois do período previsto, ele decidiu retornar à clínica.
De acordo com o relato da advogada, Rosangela havia entrado para o procedimento por volta das 8h. Já por volta das 16h, sem informações sobre o estado da esposa, o marido resolveu aguardar na recepção. Pouco depois, foi comunicado de que ela havia sofrido uma parada cardiorrespiratória e de que o Samu já havia sido acionado.
A família afirma que o procedimento já ultrapassava sete horas quando recebeu a informação sobre a intercorrência.
CLÍNICA E FAMÍLIA SE MANIFESTAM - Por meio da defesa, a clínica emitiu nota oficial lamentando a morte da paciente e esclarecendo os fatos do ocorrido em sete tópicos, desde os exames laboratoriais pré-operatórios até a morte de Rosângela no hospital. A clínica de estética ressaltou que realizou todos os procedimentos necessários durante as operações e o atendimento à vítima após a parada cardiorrespiratória.
Ainda, a clínica frisou que “não existe qualquer documento oficial que indique a causa da morte” e a correlação entre o óbito e os procedimentos estéticos seria precipitada e sem respaldo técnico. O Instituto Algarve afirmou que que presta apoio e está à disposição da família, além de colaborar integralmente com o fornecimento de informações às autoridades.
A família de Rosangela Coiado também se manifestou por meio de representação jurídica – leia na íntegra abaixo -, afirmando que “buscará todas as providências legais cabíveis para a preservação das provas, o esclarecimento dos fatos e a apuração de eventuais responsabilidades”. A nota também reforçou que a relação entre a causa da morte e os procedimentos estéticos depende de apuração técnica.
LEIA A NOTA DE CLÍNICA DE ESTÉTICA NA ÍNTEGRA:
O Instituto Algarve manifesta seu profundo pesar pelo falecimento de sua paciente e se solidariza, de forma sincera, com seus familiares e amigos. Diante das informações divulgadas, esclarece:
- A paciente realizou previamente os exames laboratoriais pré-operatórios, todos dentro dos parâmetros de normalidade.
- O óbito não ocorreu no Instituto Algarve. Em 28 de outubro, durante procedimento eletivo, a paciente apresentou intercorrência cardiorrespiratória súbita. Estava sob monitorização contínua e acompanhada por médica anestesiologista. A equipe iniciou de imediato as manobras de reanimação, com via aérea avançada e medicações de emergência, obtendo o retorno da circulação espontânea. Foi removida pelo SAMU ao hospital, onde chegou com vida e foi internada.
- A paciente permaneceu internada por cerca de 20 horas, com oscilações do quadro clínico, inclusive período de estabilização. O falecimento ocorreu no hospital, na tarde de 29 de outubro.
- O pedido de leito de UTI, feito pelo hospital na noite de 28 de outubro, só foi analisado pelo sistema de saúde da paciente por volta do meio-dia seguinte — quase 16 horas depois — e foi negado. O Instituto confia que esse ponto também será rigorosamente apurado.
- Até o momento, não existe qualquer documento oficial que indique a causa da morte. Qualquer afirmação que relacione o óbito ao procedimento é, neste momento, precipitada e desprovida de respaldo técnico.
- O procedimento esteve sob a coordenação de cirurgião-dentista habilitado em Cirurgia Estética Orofacial, também especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial e formador de cirurgiões que são verdadeiras referências em suas áreas por todo o país. Todo procedimento cirúrgico envolve riscos inerentes, dos quais a paciente foi previamente informada.
- Desde o primeiro momento, o Instituto presta apoio à família. O Dr. Alexandre Algarve deslocouse pessoalmente ao hospital e esteve à disposição da família e do corpo clínico para todo e qualquer auxílio necessário.
- O Instituto permanece à disposição da família. O Instituto Algarve colabora integralmente com as autoridades competentes e, em respeito à família e ao sigilo profissional, não divulgará informações clínicas. (GMC Online).
EX ESTÁ FORAGIDO
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