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Uma câmera de monitoramento registrou o momento em que Amanda Christina Batista Rodrigero, de 31 anos, entra no Rio Pardo carregando a filha de apenas 20 dias nos braços, em Águas de Santa Bárbara, no interior de São Paulo. A bebê ainda não havia sido localizada até o fim da tarde de quinta-feira (18).
As imagens, obtidas pelo Corpo de Bombeiros, mostram a mulher caminhando às margens do rio e, em seguida, entrando na água com a criança. O vídeo não foi divulgado, mas será anexado ao inquérito conduzido pela Polícia Civil de São Paulo.
Segundo apuração da TV TEM, Amanda estacionou o carro por volta das 7h30 de terça-feira (17) na Avenida Marechal, região central da cidade, às margens do rio. Em seguida, desceu do veículo com a bebê no colo, caminhou até a água e entrou no Rio Pardo. As duas desapareceram logo depois.
Moradores que viram a mulher dentro do rio acionaram o resgate. Amanda foi encontrada com vida em um trecho do rio próximo à Ponte do Óleo, no município de Óleo, a cerca de 14 quilômetros do ponto onde havia entrado. Ela foi retirada da água por dois moradores e encaminhada ao pronto-socorro.
Posteriormente, foi levada ao Plantão Policial de Avaré, onde foi presa em flagrante e indiciada por tentativa de h0micídi0. Após audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em preventiva na tarde de quarta-feira (18).
Inicialmente tratado como afogamento, o caso passou a ser investigado como tentativa de homicídio. A Polícia Civil informou que, caso a criança seja localizada sem vida, o crime poderá ser reclassificado para homicídio consumado ou infanticídio, a depender das provas reunidas.
De acordo com o boletim de ocorrência do Corpo de Bombeiros, Amanda apresentava “nítida confusão mental” no momento do resgate e, ao ser questionada sobre o paradeiro da filha, afirmou não ter filhos.
As buscas pela recém-nascida foram encerradas por volta das 18h de quarta-feira devido às condições do tempo e devem ser retomadas na manhã desta quinta-feira (19).
Segundo o sargento Alexandre Monteiro, o Rio Pardo apresenta fortes correntezas, pedras e variações bruscas de profundidade, o que dificulta os trabalhos.
“O rio é cheio de pedras e com profundidade que pode variar muito. Além disso, há uma usina hidrelétrica na região. Já solicitamos o fechamento das comportas para que possamos trabalhar com mais segurança”, explicou.
Equipes pretendem percorrer cerca de 20 quilômetros do curso do rio na tentativa de localizar a criança. O caso segue sob investigação. (Polliana M face).
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